domingo, 7 de novembro de 2010

Um breve histórico da educação de surdos

A educação do surdo foi constituída historicamente por teorias, filosofias, políticas e ideologias. Diversos personagens fizeram parte dessa história que até hoje traz conseqüências para a vida do surdo. Abordaremos de forma resumida o contexto histórico da educação do surdo, desde a antiguidade até a idade contemporânea, que perpassa os dias atuais.


Antiguidade

No Egito, os surdos eram vistos como indivíduos não educáveis. Os sacerdotes tratavam as dores de ouvidos com preparados e soluções de variados produtos. ¹

Fig.1 - Sócrates



SÓCRATES (c. 470-399 AC) afirmava que os surdos tinham que usar o gesto (Fig. 1).¹,²














Fig. 2 - Hipócrates
HIPÓCRATES (c. 460- c. 377 AC), o pai da medicina, pensava que os fluidos formados no cérebro se escoavam pelo canal auditivo e formava purulência no ouvido (Fig. 2).¹






                                                                                                                                         
                                                                                                                                                                                           
Os ouvintes greco-romanos consideravam que os surdos não eram seres humanos competentes, pois para eles o pensamento não podia se desenvolver sem linguagem e que esta não se desenvolvia sem a fala. E nessa época os surdos sacrificados.²

Fig. 3 - Aristóteles




ARISTÓTELES considerava os surdos também mudos, e acreditava que a linguagem dava condição de humano para o indivíduo, sendo o surdo considerado não-humano se não tivesse a linguagem (Fig. 3).¹
         





Os romanos privavam os surdos que não podiam falar de seus direitos legais. Este fato pôde ser observado também no Brasil até o ano de 2001, enquanto esteve vigente o antigo Código Civil Brasileiro, que considerava os surdos absolutamente incapazes. Apenas em janeiro de 2002, com a vigência do novo Código Civil Brasileiro, os surdos passaram a ser reconhecidos como plenamente capazes.²

Idade Média

Na Idade Média a igreja condenava o infanticídio e atribuía a causas sobrenaturais as anormalidades que as pessoas apresentavam. O holandês Rodolfo Agrícola (1443-1485) escreveu em De Inventione Dialectica a história de um surdo que aprendeu a escrever e mostrava os seus pensamentos, sendo esse o primeiro relato que testemunha a educação de uma pessoa surda.¹
A igreja católica também considerava que os surdos não podiam ser imortais, pois não podiam falar os sacramentos. Somente ao final da Idade Média iniciou-se um caminho para a educação do surdo: um professor se dedicava ao aluno e ensinava-o a falar, ler e escrever para que eles pudessem ter o direito de herdar os títulos e os bens familiares.²

Idade Moderna

Na Idade Moderna começou a haver notícias de experiências educacionais com crianças surdas.
Fig. 4 – Girolano Cardano



GIROLANO CARDANO (1501-1576), médico, contradiz o sábio Aristóteles teorizando que a audição e o uso da fala não são essenciais à compreensão das idéias e que a surdez é mais uma barreira à aprendizagem do que uma condição mental (Fig. 4).¹,²  
                                                  
Fig. 5 – Pedro Ponce de León
PEDRO PONCE DE LEÓN (1520-1584), monge beneditino, dedicou-se à educação de crianças surdas da nobreza castelhana. O seu método incluía a datilologia, a escrita e a fala. Aos alunos falava-se por meio de gestos e escrita e pedia-se que respondessem de forma oral. Podiam também participar na missa e confessar-se, falavam grego, latim e italiano e discutiam física e astronomia. Isto é, estavam aptos a conservar a herança paterna. Por estes feitos, Pedro Ponce de León é considerado o primeiro professor de surdos na história. Ele conseguiu demonstrar a falsidade das crenças existentes até aquele momento sobre os surdos. E sua fama é motivada principalmente pelo interesse das famílias nobres que seus dependentes pudessem ter acesso ao direito de herança foi reforçando o reconhecimento do surdo como capaz sendo, a força do poder econômico da nobreza o peso considerável como impulsionador do oralismo que começava a se estabelecer e que se estenderia até os dias de hoje (Fig. 5).¹,²

 Fig. 6 – Juan Pablo Bonet
JUAN PABLO BONET (1579-1633), que também se ocupou da educação de surdos da corte espanhola, publicou Reducción de las letras y arte para enseñar a hablar a los mudos (O inventor da arte de ensinar o surdo a falar). É possível que o seu trabalho tenha sido inspirado em Ponce de León e também em Ramirez de Carrión (1579-1652). Sendo considerado um dos mais antigos defensores da metodologia oralista, ensinando a leitura ao surdo, e por meio de manipulação de órgãos fonoarticulatórios ensinava a falar. O processo se iniciava pela aprendizagem das letras do alfabeto manual, passando ao treino auditivo, à pronúncia dos sons das letras, depois as sílabas sem sentido, as palavras concretas e as abstratas, para terminar com as estruturas gramaticais (Fig. 6).¹,²
                                                      

Fig. 7 – Johann Konrad Amman
JOHANN KONRAD AMMAN (1698-1774), médico, publica A Dissertation Speech. Ele foi importante no movimento oralista alemão que estabelecia a crença na possibilidade de fala do indivíduo. O seu livro foi a semente para a construção do modelo alemão para a educação do surdo em nível institucional. Interessa-se pelo ensino de surdos e descobre que eles podem sentir as vibrações da voz quando colocava as mãos na garganta enquanto ensinava. Também utilizava os sinais e o alfabeto digital como instrumento para atingir a fala, abandonando-os quando não consideravam mais necessários (Fig. 7).²

JONH WALLIS (1616-1703) escreveu o primeiro livro inglês sobre a educação do surdo na linha oral. Apesar de ser considerado elemento fundador do oralismo na Inglaterra, ele desistiu de ensinar os surdos a falar.²

Fig. 8 - Charles Michel DE L'EPÉE
O trabalho com os sinais teve início apenas no século XVIII com CHARLES MICHEL DE L’EPÉE. Fundador do Instituto Nacional para Surdos-Mudos em Paris construiu um sistema baseado na língua de sinais, criando outros sinais para as palavras francesas. Ele ensinava os surdos a ler e a escrever qualquer texto de forma gramaticalmente correta. Para ele, o treinamento da fala despendia de muito tempo, e este deveria ser usado para a educação, por esse motivo, foi criticado por outros educadores surdos.
Essa foi a época de ouro para os surdos, pois estes puderam demonstrar suas habilidades em diversos campos, antes dominado apenas por ouvintes (Fig. 8).²
                                                                                           
Idade Contemporânea


Fig. 9 - Laurent Clerc
LAURENT CLERC (1785-1869) e THOMAS GALLAUDET (1787-1851), o francês e o americano foram os responsáveis pela introdução dos sinais e pela educação institucionalizada para surdos nos Estados Unidos. O americano, interessado na educação de surdos e em aprender um método que permitisse que ele implantasse um ensino especializado para surdos nos EUA, então viajou para a Europa. Ele não conseguiu as informações, uma vez que Braidwood se negou a revelar o seu método (oralista), por conta de interesses financeiros (Fig. 9).¹,²

Fig. 10 - Thomas Gallaudet

Em 1816, Gallaudet foi até a França e realizou um estágio no Instituto Nacional para surdos-mudos (L’Epée), no qual Clerc (brilhante ex-aluno (surdo) daquela escola) foi o seu instrutor. Clerc foi contratado por Gallaudet e eles foram juntos pra os EUA naquele mesmo ano (Fig. 10).¹





1817- Em abril deste ano foi fundada a primeira escola pública para surdos, em Hartford, Connecticut, com o nome de Connecticut Ayslum for the Education and Instruction of the Deaf and Dumb Persons (Asilo Connecticut para a Educação e Instrução das Pessoas Surdas e Mudas). Posteriormente a escola recebeu o nome de Hartford School.¹

A língua de sinais francesa foi aos poucos sendo substituída pelos alunos, começando então a se formar a Língua de Sinais Americana – no início os professores contratados aprenderam a Língua de Sinais Francesa, os próprios alunos traziam os sinais, alguns sinais metódicos foram adaptados para o inglês – visto que até hoje a Língua de Sinais Americana apresenta semelhanças com a francesa.²
Depois, foram sendo fundadas outras escolas nos mesmos moldes da de Hartford, todas eram residenciais, tinham como objetivo a educação dos surdos por meio da língua de sinais e a difusão de conhecimentos que permitissem a independência e o trabalho de surdos na comunidade.²

Fig. 11 - National Deaf-Mute College

1864 - funciona a primeira faculdade para surdos fundada por Edwuard Gallaudet, filho de Thomas Gallaudet, autorizada pelo Congresso americano e localizada em Washington (National Deaf-Mute College, atualmente Gallaudet University) (Fig. 11).²

            




Na metade do século XIX, a utilização da língua de sinais nos EUA passou a sofrer uma pressão contrária por conta da onda nacionalista que aconteceu após a Guerra de Secessão. A partir disso, houve um desejo de reunificação do país e manutenção da própria língua: alegando-se que a língua de sinais não era uma versão do inglês, então esta começou a ser rejeitada e foi forçada a ser substituída pelo inglês oral.²



Fig. 12 - Samuel Howe
HORACE MANN (1796-1859) e SAMUEL HOWE (1801- 1876): responsáveis por esta modificação, sendo que o primeiro era um político e realizador de reformas na educação em geral nos EUA influenciado pelo segundo o filantropo e adversário do suo de sinais que desejava montar uma escola oralista para surdos. Mann desarraigou o uso de sinais da educação do surdo nos EUA, com base na visão oralista dos países germânicos (Fig. 12).¹,²

                                                                                                                                      



Visando a unificação da língua alemã e a não-formação de grupos minoritários que ameaçassem a sua unidade enquanto país, a Alemanha tentava desde o século XVIII desalojar o lugar que os sinais tinham na educação do surdo. Vários educadores alemães haviam tentado a implantação de um modelo oralista sem a utilização de sinais e alguns deles concluíram que isso não era possível, o objetivo continuava sendo, neste país, a oralização do sujeito surdo, mas sem liminar o uso de sinais.²
O relatório de Mann, fez com que o conselho da escola de Hartford enviasse um representante, Lewis Weld, à Europa para verificar a situação da educação do surdo em alguns países. De volta, Weld concluiu que Mann não tinha razão e que não havia motivos para eliminar os sinais. Então sugeriu a realização de treinamento de fala para os semi-surdos (aqueles que pudessem se beneficiar deste treinamento) e propôs também treinamento em leitura orofacial.²

Fig. 13 - Alexander Grahan Bell






ALEXANDER GRAHAN BELL (1847-1922) um dos maiores defensores para a implantação do oralismo nos EUA (Fig. 13).²










1880 – O Congresso de Milão aconteceu como resultado de esforços de educadores de surdos oralistas, principalmente da França e da Itália. Após o Congresso o oralismo puro invadiu a Europa.¹,²

  • O Oralismo

No decorrer do século XX, o oralismo adotou novas técnicas. Com o desenvolvimento de novas tecnologias – aparelhos de amplificação sonora –, investigações na reabilitação da afasia e dos trabalhos na clínica foniátrica, houve uma grande expectativa para a transformação do surdo num "ouvinte".
Todos se fundamentavam na necessidade de oralizar o surdo, não permitindo a utilização de sinais.²
Algumas das principais formas de trabalhos orais são: oralismo puro ou estimulação auditiva, método multissensorial/unidade silábica, método de linguagem por associação de elementos ou método da “língua natural” e método unissensorial ou abordagem aural.²

  • A comunicação total

Na década de 1960, era grande a insatisfação com os resultados do trabalho de reabilitação dos surdos numa linha oralista nos Estados Unidos. Com a desenvolução de novos conhecimentos teóricos e a realização de pesquisas, o trabalho feito até aquele momento começou a ser questionado, pois este não levava ao desenvolvimento esperado de fala, de leitura orofacial, de linguagem e de habilidades de leitura e escrita.²
Uma nova filosofia foi criada, os sinais retornavam, portanto, à educação do surdo, mas não era utilizada a língua de sinais e sim uma forma semelhante àquela utilizada por L’epée e Edward Gallaudet nos séculos XVIII e XIX.²

  • A língua de sinais e o bilingüismo

Foi por meio da publicação do primeiro estudo sobre uma língua de sinais, feito por Willian Stokoe (1960), descrevendo a estrutura da língua americana de sinais (ASL) a partir de seus elementos constituintes, que posteriormente, diversas línguas de sinais passassem a ser descritas e reconhecidas como tal. No que se refere a língua brasileira de sinais (LIBRAS), seus estudos tiveram início na década de 1990.²
O bilingüismo foi implantado inicialmente na Suécia, com amplo respaldo do Estado. É garantida a educação bilíngue da Educação Infantil ao término do Ensino Médio, sendo que aqueles que passam a frequentar a Universidade têm direito a um intérprete na sala de aula. Outros países também implantaram o biliguismo no ensino público, como a Dinamarca, o Uruguai e a Venezuela, mas nestes dois últimos a proposta não sofreu continuidade. Em outros países, o bilinguismo foi aplicado em nível experimental, como na França, Argentina, Inglaterra, Itália e nos Estados Unidos.²         


Referências

  1. CABRAL, E. Para uma cronologia da educação dos surdos. Porto, 2001. Disponível em: < http://www.sj.cefetsc.edu.br/~nepes/docs/Midiateca_artigos/historia_educacao_sur dos/texto59.pdf >. Acesso em: 20 out. 2010.
  2. MOURA, M. C.; LODI, A. C. B.; HANRISON, K. M. P. História e educação: o surdo, a oralidade e o uso de sinais. In.: LOPES FILHO, O.; CAMPIOTTO, A. R. (Org.). Tratado de Fonoaudiologia. Ribeirão Preto: Tecmedd, 2005. P. 341-363.








                                                                                                                 



44 comentários:

  1. Muito interessante, bela descrição, ótimo ponto de partida para um aprofundamento sobre libras.

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  3. Muito interessante!Jamais imaginei que os greco-romanos sacrificavam as crianças surdas.Que os as consideravam incompetentes por não falarem e, por conseguinte, não apresentar uma linguagem.

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  4. Muito interessante!Jamais imaginei que os greco-romanos sacrificavam as crianças surdas.Que os as consideravam incompetentes por não falarem e, por conseguinte, não apresentar uma linguagem.

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  5. E o Aristóteles hein, que pensamento mais idiota.

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    1. Ao contrario de Sócrates, que com sua genialidade apontou logo o caminho mais correto.

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    2. Não é um pensamento "tão idiota" para a época. Aristóteles é um observador excelentíssimo. Ele se esforça ao máximo para descrever aquilo que percebe.

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    3. pois percebeu este caso errado.

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  6. pensadores com aristotes não deveria ser citado em nossos como bom exemplo quem é que pensava que era Deus não conseque resolver a própria vida quer tirar o direito dos outros álias quem é o surdo aaaan é o Aristoteles

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  7. Uma árdua e longa história de lutas,mas com êxitos também...
    Seria uma boa o Brasil adotar o bilinguismos nos ensinos: fundamental e médio.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. É muito bom ver que apesar de todo preconceito existente nos séculos passados, tenha havido tão importante avanço em relação aos direitos das pessoas com deficiencia auditiva, tanto no campo social como na área da educação.

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  10. outrora a vida dos surdos eram horríveis,pois eles ficaram ''presos'' ate alguem ver que os mesmos tinha uma capacidade que deveria ser aprofundada,so precisariam saber como que iam resolver.O preconceito é notório desde o inicio de tudo

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  11. Quem esta aqui por causa da Uninter, e quiser criar um grupo no wpp com os alunos do curso de história, entre em contato por email deixando seu numero.
    cristianodamascenoluiz@gmail.com

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    1. Sou de Geografia. Serve?
      +55 66 98133 6622

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    2. 984158608..Lucimara. .Licenciatura em Matemática

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    3. 37998316089 Licenciatura em Matemática
      Rafaela

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  12. Fiquei impressionado com o processo de socialização e inclusão das crianças / pessoas surdas-mudas. Se ainda persiste o preconceito... Podemos imaginar o quão doloroso foi todo o início.

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  13. A história vem sendo recontada e reescrita de tempos em tempos para o surdo, por sorte Sócrates foi fundamental para manter acesa a discussão de uma linga gestual desde o princípio.

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  14. Otimo!Infirmações essenciais de forma precisa.

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  15. Fiquei chocada com as atitudes dos Gregos-Romanos (daquela época). Quando olho para a história do Brasil, não vejo tantos avanços... Gostaria de ser mais otimista quanto a isto, porém no meu ponto de vista a realidade ainda anda de marcha ré... Falta muito para que os surdos possam chegar a um nível melhorado na sociedade, o desenvolvimento dessas tecnologias parece que retrocedem a cada dia. Um mundo tão "moderno", com tecnologias para eles tão atrasadas. Lamentável que nossa sociedade esteja numa crise de criatividade para tecnologias de todos os níveis.

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  16. Sonho ainda com um mundo, uma sociedade em que não precisaremos mais falar em preconceito contra os surdos mudos, e que não tenhamos que discutir métodos , políticas, pois isso, temos demais, a História nos comprova isto. Precisamos sim , de implementação dessas políticas e de governos interessados em aplicar recursos, condições didáticas para os nossos professores que estão dentro das salas de aulas muitas vezes sem preparo nenhum para atender essas pessoas.

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  17. UNINTER - LETRAS - Grupo de whatsapp para compartilharmos ideias: 51 982300645

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  18. Na verdade o preconceito já vem de muitos anos o problema aqui é como acabar com ele,na minha humilde opinião ele nunca acabará sempre estará presente na nossa sociedade (licenciatura em matemática)fone(92991915284)

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  19. O pior é que esse preconceito continua. Na escola, na igreja , na rua nem se fala e por que não dizer entre os familiares? Somos desinformados de tão grande capacidade desses nossos irmãos.

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  20. A educação da criança surda é um direito,faz parte da sua condição como ser humano e o dever de educar é uma exigência do adulto,do pai e do educador.

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  21. Gostei do artigo.Me trouxe informações novas.
    Quem tiver grupo de Geografia da Uninter me coloquem para troca de informações.Meu whatsapp 027997630612

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  22. Conteúdo que muito nos enriquece, pois há uma preocupação em explicar toda a trajetória da surdez desde seu principio até nossos dias. Parabéns!

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  23. Fico feliz em saber que vários,fizeram grandes esforços para,que os surdos/mudos,tivessem os mesmos privilégios que aqueles que ouvem e falam audivelmente.ótima leitura

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  24. Este comentário foi removido pelo autor.

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  25. Que explanação fascinante!
    grupo de whatsapp para alunos de teologia, chamar no zap: 01524999467661

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  26. A ideologia de alguns pensadores, limitarao a evoluçao da lingua de sinais, que no contexto da epoca se foçe aceita e aplicada em favor do surdo e mudo,teriamos uma sociedade melhor em humanista

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  27. Josivaldo Lyra
    Licenciatura em filosofia
    Whatsapp: 14 9 8805 6852
    Grupo Uninter

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  28. Boa a noite a todos, sou do curso de serviços jurídicos e Notariais se tiver alguém para essa matéria o meu whatsap e (21)975616709, eu acredito que podemos ter ainda um mundo melhor

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  29. Apesar da ideia da língua de sinais ser a única solução para a comunicação dos surdos-mudos ainda existia uma resistência para o desenvolvimento do mesmo em alguns países, ou seja, persistiam na educação oral nos surdos-mudos com certa aversão aos sinais (visto como ameaça para as autoridades entre os séculos XVI a XIV).

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  30. Muito bom todo esse roteiro resumido da história dos surdos demonstrando a visão das sociedades ao longa dos períodos, sobre as capacidades e o desenvolvimento das técnicas e tecnologias que permitiram mudar e ampliar as condições de aprendizagem para quem não pode fazer uso da linguagem oral

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  31. Muito bom conhecer a história sobre a língua dos sinais, pois para uma pessoa leiga como eu sobre esse assunto, jamais teria imaginado as dificuldades que os surdos mudos passaram e ainda passam, e o quão importante é para nós podermos agregar esse conhecimento , evitando que pessoas com está dificuldade sofram discriminação e que possamos agregá los cada vez mais na sociedade.

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